MARIANA SCHREIBER - 22/07/2010
A CGU (Controladoria Geral da União), em parceria com o Instituto Ethos, planeja criar, nas próximas semanas, um cadastro pró-ética que reunirá empresas comprometidas com práticas de prevenção à corrupção.
Para integrar a lista, empresas não poderão ser processadas por corrupção, terão que se submeter a auditorias externas e criar mecanismos de proteção a funcionários que denunciem práticas corruptas.
Deverão também informar detalhadamente suas doações a candidatos nas eleições. Quem doar para candidatos com "ficha-suja", não poderão participar da lista limpa da CGU.
"Assim como existe hoje em nosso site um cadastro de empresas inidôneas, vamos criar uma lista de empresas limpas", anunciou o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, durante participação na Conferência Latino-Americana sobre a Responsabilidade das Empresas na Promoção da Integridade e no Combate à Corrupção, realizada em São Paulo.
O ministro disse que algumas empresas já procuraram a CGU para se informar sobre o novo cadastro, mas não divulgou números. Ele acredita que as empresas que já integram o Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção do Instituto Ethos devem aderir ao cadastro da CGU.
Esse pacto já chegou a ter quase 600 empresas comprometidas. No entanto, o Instituto Ethos está revisando a lista e, por enquanto, apenas 185 foram recadastradas.
"Se a empresa quiser ganhar reputação de uma companhia limpa, que se preocupa com questões éticas e de integridade corporativa, ela se integrará ao novo cadastro", disse.
No momento, a CGU analisa contribuições feitas durante o período de consulta pública da proposta, encerrado há quinze dias.
Fonte: Folha de São Paulo